Tem coisas que a gente controla, tem outras que não. E a maioria a gente controla até certo ponto: como nunca sabemos 100% as conseqüências dos nossos atos, vamos escolhendo meio no planejamento, meio no chute. Às vezes acontecem umas coisas lindas, às vezes acontecem umas coisas péssimas.
E quando as coisas ficam péssimas, começamos a remoer as situações e acrescentamos sempre o “E se eu tivesse feito tal coisa ao invés daquela...” , mas não adianta nada. O que está feito está feito. Por mais que não acertemos a situação, não tem como voltar atrás, o ideal é lidar com a situação inesperada e tentar de novo ou não.
De qualquer forma, quando algo péssimo acontece, ficamos com um emaranhado dentro de nós – de sentimentos, sensações, explicações hipotéticas, soluções imaginárias, lembranças, esperanças: é dessa bagunça que são feito os emaranhados - , achamos que o melhor método é se autocentrar. Afinal, não é dentro de nós que esse bolo confuso está? Então, é lá que queremos estar também... Olhando para ele, falando com ele, ameaçando-o...
Temos que aprender a lidar com nossos sentimentos ruins. Sentimentos ruins sentem ciúmes dos bons. Sentimentos ruins são mimados: adoram quando dão atenção a eles. Sentimentos ruins nascem com os tombos, os medos, a insegurança, etc
Tudo bem que todo mundo leva uns tombos de vez em quando. Mas não é sempre. Não é possível que você caia sempre de bicicleta, certo? É a mesma coisa, não é possível que a vida te de tantos tombos de uma só vez.
Bom, talvez ela esteja cansada de você e quer que você cresça rápido demais ou ela está te preparando para algo muito ruim que pode vir ou ela não está te preparando para nada, só você que não consegue enxergar as coisas boas que ela deixa no meio de tantas coisas ruins...
Esse assunto é tão cansativo. Eu acho mais divertido falar dos duendes que roubam canetas Bic..
Eu nem mesmo sei como acabar esse texto...
Quem mais queremos ao nosso lado, nunca pode estar, e nunca vai estar. Eu não preciso de palavras eu só queria um olhar...
Sabe, vai ter um dia, que eu vou sumir e ninguém mais vai ter notícias de mim...
Alguém já ouviu Sonata ao Luar – Beethoven? Essa música não sai da minha cabeça. Ele compôs quando estava ficando surdo. É incrível como ele consegue expressar toda a sua tristeza. Reparem nos dois últimos acordes idênticos. Tônica sobre tônica.
Ah sim, falando em acordes, eu acho que todo mundo deveria saber sobre três acordes principais que todas as músicas possuem.
O primeiro é o Tônico, aquele que comentei ali em cima, ele é o primeiro acorde de toda a música e deveria ser o último acorde das músicas. Acontece que quando ouvimos esse acorde temos a sensação de que a música está começando ou que acabou. Eu não vou entrar em detalhes, porque se não quem não entende muito de música não vai entender nada. O importante é saber que o acorde tônico é sempre o primeiro!
O segundo é o subdominante, ele indica que a música está em andamento, então sabemos que ela não vai acabar de repente, óbvio!
E o terceiro é o dominante, ele sim indica o término da música. Sabe quando você está numa audição e de repente você sente que a música está para terminar e já vai levantando as mãos para aplaudir, mas a música continua... Pois é, essa falsa expectativa foi lançada por um acorde dominante. O rock é cheio desses acordes dominante, então todo mundo fica na expectativa da música terminar e seu cérebro começa a receber adrenalina e todos começam a pular como loucos, o que é exatamente o que aconteceu num show de rock...
Nosso cérebro gosta de seqüências exatas, então quando você interfere nessas seqüências ele fica “eufórico” para saber o que vem logo após, o barato da música é esse, adivinhar os acordes.
Na música clássica há a cadência perfeita, acordes tônicos, subdominante e dominantes – exatamente nessa ordem – é como começo, meio e fim. Então, nosso cérebro sabe exatamente a seqüência por isso não tem tanta graça ouvir música erudita, depois de dez minutos estão todos dormindo ou entediados.
Tudo bem, depende o compositor, há alguns como Rachmaninoff e Beethoven que sabem exatamente usar uma seqüência de dominantes e logo em seguida colocar uma tônica, são gênios! Suas músicas são incríveis, não há compostor melhor que os dois.
Bom Chopin usa muitas tônicas e acordes menores (aí é outra história), mas é por isso que suas músicas são muito tristes ou dão muito sono. Ah sim, claro que também tem o lado do histórico e da época de cada um, mas enfim, hoje em dia é difícil encontrar algum compositor que entenda sobre esses três acordes e que saiba como usa-los.
Alguém viu o último episódio do House, ainda bem que ele demitiu aquela loirinha besta, ela era muito competitiva, bom, mas isso não vem ao caso. O paciente daquele episódio sofria por conta de várias espasmos e atitudes estranhas, o maravilhoso e charmoso House descobriu que o paciente, por ser músico e tocar rock (aquilo não era bem rock, eram vários acordes distorcidos, na verdade, acordes dominantes distorcidos) seu cérebro recebia tanta adrenalina, por conta dos acordes, que ele começou a ter espasmos e atitudes como o da Síndrome de Tourette.
Ah, eu sonhei essa noite que estava afogando minhas bonecas, e eu era bem pequenininha... Eu nunca fui muito fã de bonecas, eu sempre preferi ursinhos de pelúcia, as bonecas que eu ganhava eram terrivelmente massacradas. Toda criança gosta de destruir alguma coisa, toda criança tem uma fase cruel. Eu não acho que era muito malvada, há pessoas que quando crianças gostavam de fogo ou ainda gostam, pequenos piromaníacos, pois é...To falando de você mesmo! =P
Eu gosto de fogo, mas prefiro água, eu espero morrer afogada...
Você tem medo de morrer? Não me parece ser tão horrível assim, bom eu acredito em vida após a morte, portanto não acho que seria tão ruim...
Desde que acordei não parei de espirrar, deve ser o tempo...
5 de fevereiro de 2008
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