Eu nunca namorei e isso nunca me incomodou. Estive pensando, já faz um tempo, parece que eu tento fugir de relacionamentos.
No casamento da Verônica, eu esqueci de contar aqui, foi lindo! Foi no Resort Hotel, em frente à praia, com as cores do outono, realmente foi divino! Mas enfim, eu encontrei muita gente que não via há muito tempo. O Alan, o único cara que conseguiu me aturar por uns três meses, e quando comecei a sentir que estávamos indo fundo demais tratei de me afastar. Ainda me lembro das amigas indignadas “Como você pode fazer isso?” Na verdade eu nem sei como conseguíamos ficar juntos, brigávamos quase o tempo todo, o que sentíamos um pelo outro era uma tração incrível, me lembro da primeira vez que ficamos, foi uma troca de olhares e uma afinidade surpreendente! Ele me achava linda e eu o achava lindo, mas isso não bastava para que ficássemos juntos... Claro. Não tínhamos química, nem assunto.. E tudo foi se definhando com o tempo...
Era surpreendente a educação que ele tinha comigo, nem me lembro quando foi à última vez que alguém me tratou tão bem e os olhos dele eram extremamente azuis... Hoje ele está com a Claudia, linda também, os dois se merecem...
Os caras que fiquei, não foram muitos, eram mais velhos que eu e isso também fazia com que o “relacionamento” acabasse mais rápido do que previa. Homens mais velhos são protetores e cautelosos, tem medo de nos magoar, etc. Toda essa baboseira sem sentindo dos homens frustrados.
Homens são seres complexos, acho que até muito mais do que as mulheres! Mulheres são diferentes em algumas coisas, mas a essência é sempre a mesma. Há as sádicas, as masoquistas, as sadomasoquistas, as sensíveis, as insensíveis, as românticas, etc. Mas todas, sem exceção gostam de serem lembradas, mimadas, elogiadas...
Eu, por exemplo, adoro quando reparam nos meus detalhes preferidos. Claro, mas ninguém nunca repara...
Eu gosto das minhas sobrancelhas, tento sempre deixar elas simétricas, ninguém vai reparar nisso... E eu também gosto dos meus pés, da minha pele (especialmente quando eu fico corada), da minha mania de mexer no brinco quando estou entediada e do meu sorriso.
E eu espero ou esperava encontrar alguém que repare nesses detalhes e que goste deles tanto quanto eu. Mas quando a gente acha que encontra nos precipitamos e nos entregamos demais, e por medo ou precaução as pessoas se afastam. E as coisas acabam, de repente, sem nenhuma outra forma de entendimento. Sem explicação.
Uma professora me disse uma vez que as pessoas não vão gostar da gente da maneira que queremos e que somos, mas sim da maneira que querem e podem. E isso é até difícil de engolir, porque não podemos fazer as pessoas gostarem de nós e isso é triste, é frustrante, acaba com o ego.
Talvez eu sonhe demais e quero que as pessoas mais impossíveis possam ficar ao meu lado e é quase alucinação... Queremos sempre alcançar o incansável, e na maioria das vezes acabamos assim: triste, magoados, cansados e frustrados.
Tem tanta coisa acontecendo, eu estou desanimada. Eu tenho um monte de provas semana que vem, trabalhos, seminários e até os estudos não me animam mais. Eu queria conversar com alguém, mas todos estão ocupados e cada um tem seu problema e tudo vai ficando acumulado. E tem dias que eu não agüento mais e eu passo o dia numa crise de choro e com dor de cabeça.
Bom, mas a esperança é a última que morre e nada na vida é previsível a não ser que você tenha sérios problemas com deja vú (ta, essa foi péssima) e não vamos definir nada ainda porque ainda pode haver mudanças, boas, espero...
5 de abril de 2008
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